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FERNANDES, Ana Cristina. Substituição de importações, promoção de exportações e disparidades regionais no Brasil recente : lições para os anos noventa. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 7., 1997, Recife. Anais... Recife: ANPUR, 1997. p. 1014 - 1035.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 4
Índice h: 2  
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Resumo

As maiores empresas, ou mais competitivas internacionalmente, concentradas nas regiões mais dinâmicas, são as que mais se beneficiam com as políticas de exportação. Conseqüentemente, priorizar exportações implica nesta ótica em transferir renda, via fundos públicos e política fiscal, para grandes empresas em regiões mais dinâmicas, em detrimento das menos favorecidas. É como se eficiência industrial fosse incompatível com equilíbrio regional. O presente estudo levanta dúvidas quanto a este raciocínio. Com base em uma análise dos vetores de exportação e importação aplicados às matrizes de insumo-produto de 1980 e de 1985 para a região Nordeste, observou-se que empresas localizadas nesta região conseguiram se beneficiar da política nacional de exportações, ao contrário do que se podia prever, melhorando também sua posição na divisão interregional de trabalho, suas relações intersetoriais dentro da região, e contribuindo significativamente para a incrementar o desempenho de sua balança comercial. Os vetores, que cobrem o conjunto da economia regional (e não apenas a indústria incentivada), sugerem que, durante os anos oitenta, os efeitos da política de expansão das exportações foram favoráveis, ao invés de antagônicos, ao desenvolvimento regional. Tal argumento é apresentado em duas seções a seguir. Na primeira, é feita uma breve discussão sobre a natureza conflituosa entre políticas de exportação e regional presente na bibliografia de economia regional. A segunda enfoca a análise propriamente dita, cujos resultados são contrapostos a evidências dos anos setenta disponíveis na literatura. O impacto dos investimentos industriais sobre o comércio da região é o tema da última sessão, que aponta para a conclusão de que competitividade e eficiência industrial podem combinar com eqüidade, objetivos nacionais com os regionais, gestão macroeconômica com desenvolvimento sócio-econômico nacional e regional.
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