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JUCÁ NETO, Clóvis Ramiro. A ciência responde à desordem: transformações urbanas em Fortaleza durante o século XIX e início do século XX. Orientação de Marco Aurélio Andrade de Filgueiras Gomes.148p. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia,Salvador,1992.
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Resumo

O presente estudo tem como objetivo entender, dentro de uma perspectiva historiográfica, em que dimensões o saber técnico-científico participou do processo de transformação da cidade de Fortaleza durante o século XIX e início do século XX. Sabe-se que a capital cearense não sofreu drásticas intervenções como as que ocorreram no Rio de Janeiro no começo do século XX. Por todo o século XIX ela levou consigo características eminentemente rurais tanto em seu aspecto físico como no próprio comportamento social de seus habitantes. O século XIX mostra-se significativo, pois é quando Fortaleza ganha expressão econômica dentro do território cearense. Com o declínio da atividade criatória - base econômica da província durante o século XVII e por todo o seguinte - a agricultura, mais especificamente a produção de algodão, passa para o primeiro plano. A cidade, até então às margens da economia, ou seja, excluída das rotas comerciais da carne, com exportação do algodão valorizado no mercado mundial no século XIX, altera significativamente o seu perfil. De vila, um século antes, Fortaleza chega no final do século XIX à condição de principal cidade do estado. Na trilha do novo processo econômico, segue-se uma dura realidade na qual imperam dissensões sociais articulações de interesses econômicos, surtos epidêmicos, hábitos "indesejáveis" da população e outros. Constata-se a própria ameaça da intranquilidade social pelo perigo de uma "contaminação" física e moral da população - tudo que pudesse comprometer as transformações urbanas necessárias para a adequação da capital cearense ao novo processo sócio-econômico.
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