Mais informações

SOUZA, Angela Gordilho. Uma introdução para discussão da presença do arquiteto na construção da cidade. In: SALVADOR, O ARQUITETO E A CIDADE INFORMAL, 2000, Salvador. Anais... Salvador: FAUFBA, 2000. p. 19 - 26.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

Ao se analisar a interação entre habitação e cidade na atualidade, é possível afirmar-se que Salvador contém diferentes cidades justapostas. Constituem espaços com características socioespaciais distintas, ao mesmo tempo contíguos nos seus limites físicos e apartados na sua inserção cidadã. Conjugam cidades históricas de tempos diversos, culturalmente e fisicamente diferenciadas, bairros-cidades com identidades próprias em condições de habitabilidade desiguais; enfim, compõem um espaço construído amplamente diversificado e complexo. Num primeiro olhar, o que se mostra mais evidente na sua configuração urbana, é a segmentação marcante de espaços de habitação em territórios de pobreza e riqueza. Nos primeiros, onde mora a maior parte da sua população, a ocupação ocorreu e vem gradativamente se densificando, em condições de descaso público, sem conforto, sem áreas verdes, com acessos precários, com infraestrutura deficiente, com poucas benfeitorias coletivas e, sobretudo, sem "projeto" para obtenção de melhores condições para esses ambientes de viver. O que se observa é o crescimento ao acaso, marcado pela extrema precariedade e sem os devidos cuidados com o coletivo, seja em relação às melhorias sociais ou físicas. Nesse sentido, a ausência do trabalho do arquiteto na construção dessa "cidade" é um aspecto de suma importância, se desejarmos intervir nesse processo. Um primeiro passo é se dispor a conhecer melhor essa realidade, que a princípio parece caótica e irreversível. Entende-se que propor projetos locais e setoriais sem que se conheça a dimensão da problemática na cidade atual, certamente, limita as concepções e possibilidades de se pensar alternativas efetivas e promissoras para construir-se "cidades" melhores, justapostas, sim, nas suas diferenças culturais, mas, integradas, no que se refere ao conforto físico e ambiental; esse é o sentido desta contribuição como base para as demais discussões.
-