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FREIRE, Márcia Rebouças. Dimensões espaciais nas atividades educativas contemporâneas. In: SEMINÁRIO DA LINHA DE PESQUISA PROCESSOS URBANOS CONTEMPORÂNEOS, 2003, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2003. p. 13 - 14.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 6 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Este trabalho busca fazer paralelos e estabelecer conexões entre idéias de autores que podem ajudar a vir à tona questões sobre a arquitetura escolar contemporânea. Antônio Frago e Agostín Escolano, no livro "Currículo, espaço e subjetividade, a arquitetura como programa", analisam o espaço escolar como um constructo cultural que expressa e reflete, para além de sua materialidade, determinados discursos. Mais que isto: a vêem como uma fonte de experiência e aprendizagem, podendo ser considerada uma forma silenciosa de ensino. Já Ivan Illich, ao propor a "desescolarização da sociedade" diz que, se as metas de aprendizagem não fossem mais dominadas pelas escolas, o mercado para os aprendizes seria bem mais variado e a definição de "artefatos educativos" seria menos restritiva. Uma revolução educacional dependeria, assim, de uma nova compreensão do estilo de uma contra-cultura emergente, que dá maior ênfase ao valor dos resultados imprevisíveis de encontros pessoais livremente escolhidos. Félix Guattarri, por sua vez, fala que o alcance dos espaços construídos vai além de suas estruturas visíveis e funcionais. Para o autor, a consistência de um edifício não é unicamente de ordem material. Ela envolve dimensões maquínicas e universos incorporais que lhe conferem sua autoconsciência subjetiva. Os edifícios e construções de todos os tipos são, essencialmente, máquinas de sentido, de sensação. Quer tenhamos consciência ou não, o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo. Para ele, se é verdade que as interações entre o corpo e o espaço construído se desdobram através de campos de virtualidade cuja complexidade beira o caos, talvez caiba aos arquitetos e aos urbanistas pensar tanto a complexidade quanto o caos segundo caminhos novos. E questiona sobre que meios o arquiteto dispõe para apreender e cartografar essas produções de subjetividades que seriam inerentes ao seu objeto e à sua atividade.
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