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Brandão, Douglas Queiroz. O porquê das modificações promovidas pelo usuário em sua moradia: classificação e discussão de razões, com base no significado multidimensional e dinâmico da habitação. In: SEMINÁRIO MATO-GROSSENSE DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL, 2005, Cuiabá. Anais... Cuiabá, 2005.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 3
Índice h: 1  
Co-autores: 1

Resumo

A habitação representa muito mais que um simples núcleo territorial. Mais que uma simples ordenação espacial, significa uma entidade complexa que define e é definida por conjuntos de fatores arquitetônicos, culturais, econômicos, sócio-demográficos, psicológicos e políticos que mudam durante o curso do tempo. A saúde e o bem-estar das pessoas, como atitudes humanas e valores, são relativos e mutáveis. O significado de habitação, de lar, de casa, varia de pessoa para pessoa, entre grupos sociais e através das culturas. Este artigo tem como objetivo verificar como a bibliografia especializada trata a questão das necessidades e desejos de mudar a moradia por parte do usuário. Visa classificar as razões que levam o morador a promover mudanças em sua moradia ao longo de sua utilização. Inicialmente são resgatados os diferentes e variados significados do morar, constatando-se a dinâmica e a multidimensionalidade do que significa morar. Em seguida são mostradas as várias razões pelas quais o morador de habitações de interesse social (HIS) promove mudanças, estabelecendo-se uma classificação destes motivos. Exemplos reais, oriundos de dados de avaliações pós-ocupação realizadas em residenciais unifamiliares em Mato Grosso, são tomados para ilustrar as explicações. O artigo é concluído com comentários advindos, também da literatura, acerca da individualização do morar. Sendo o significado de casa, lar, habitação, complexo e dinâmico, além de haver a necessidade de se considerar variadas dimensões e contextos, inclusive a perspectiva histórica, o processo de projeto acaba se tornando algo bastante complexo. Muitos são os fatores e circunstâncias, forças interagindo entre si e também com os resultados do próprio projeto. O trabalho concluiu com a defesa da inserção de estratégias de flexibilidade e adaptabilidade que são contrárias às práticas de projeto baseadas geralmente no funcionalismo e na perspectiva da família nuclear tradicional como demanda homogênea e permanente.
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