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ALMEIDA, Cláudia Maria de; MONTEIRO, Antonio Miguel Vieira; CÂMARA, Gilberto. Modelos de simulação e prognósticos de mudanças de uso do solo urbano: instrumento para o subsídio de ações e políticas públicas urbanas. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 11., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ANPUR, 2005.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
Co-autores: 1

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 3
Índice h: 1  
Co-autores: 7

Resumo

Este trabalho fornece uma panorâmica sobre a introdução de modelos computacionais em urbanismo, enfocando com particularidade os modelos de simulação de crescimento e transições de uso do solo urbano. Inúmeras são as variáveis condicionantes das mudanças de uso do solo, que podem ser de ordem física, ambiental, institucional, jurídica, etc. Como exemplo, citam-se a infra e super-estrutura, o zoneamento e a legislação urbanística em geral, restrições ambientais, perfis de densidade de ocupação, estruturação do mercado imobiliário etc. Com o fim de simplificar a análise de mudanças de uso, os modelos procuram reduzir o rol de variáveis, de forma a extrair um sub-conjunto que seja decisivo para a ocorrência dessas alterações no cenário urbano. Estes procedimentos não são arbitrários e baseiam-se em análises estatísticas ancoradas sobre dados empíricos das cidades em análise. Esses modelos, que se denominam como modelos dinâmicos ou modelos espaço-temporais, utilizam-se da técnica de autômatos celulares, onde o tecido urbano é convertido em um espaço celular regular, no qual os atributos ou estados discretizados das células (no caso, o uso do solo) sofrem alterações a cada passo de tempo. Tais modelos operam sobre dois conceitos-chave: probabilidades globais e probabilidades locais de transição de uso. As primeiras refletem a quantidade total de mudança de uso de solo que ocorrerá em uma determinada cidade dentro de um período de tempo pré-determinado, e que podem ser influenciadas por fatores por assim dizer exógenos, tais como alterações macro-econômicas, distúrbios meteorológicos (p. ex. seca com conseqüente déficit energético), ou ainda, mudanças na política nacional que impactem o desenvolvimento dos diferentes setores econômicos de uma cidade. As probabilidades locais de transição, por sua vez, são customizadas, isto é, definidas individualmente para cada célula do tecido urbano, e levam em consideração as características espaciais locais existentes nas células. Diferentes métodos estatísticos podem ser empregados para o cálculo das probabilidades: regressão logística, "pesos de evidências", avaliação multi-critério etc. Esses modelos foram aplicados e validados para dois estudos de caso reais: Bauru e Piracicaba, cidades localizadas no meio-oeste do Estado de São Paulo. Foram gerados cenários futuros (estacionários, pessimistas e otimistas) de transição do uso do solo para o curto e médio prazo. As simulações produzidas pelos modelos revelam a forma de atuação dos diferentes atores sociais no ambiente urbano, a qual é explicada à luz das teorias de economia urbana. Por fim, este trabalho ilustra as formas de utilização dos resultados de modelos urbanos pelos diferentes setores sociais (público, privado e terciário), além de tecer comentários acerca das limitações, avanços e perspectivas em modelagem de uso do solo urbano, destacando a real aplicabilidade destes modelos para o subsídio de ações públicas de planejamento e ordenamento territorial.
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