Mais informações

TEIXEIRA, Luciana Guimarães. The Port of Pará: o porto da história Amazônica. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 11., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ANPUR, 2005.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

O desenvolvimento da Amazônia só foi possível graças à exploração da navegação na região que possibilitou à acessibilidade a áreas antes isoladas. Primeiramente esta tarefa foi dada ao Barão de Mauá, que fundou a primeira companhia de navegação da Amazônia e iniciou a construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Estas iniciativas impulsionaram o desenvolvimento das principais cidades da região. Contudo, somente a partir de 1890 é que esse processo se consolida. O engenheiro americano Percival Farquhar, financiou o termino da ferrovia iniciada pelo Barão, intensificou a navegação na Amazônia através da companhia Amazon River e construiu o porto da cidade de Belém, The Port of Pará. A construção do porto em 1910, incrustado no centro urbano transformou a paisagem, modificou usos e formas de ocupação. A planta portuária foi responsável pela ruptura final da articulação da cidade com a sua orla fluvial. Atualmente, o porto traça o caminho inverso, através da revitalização de seus antigos armazéns, inicia a reabertura da cidade para o rio e resgata uma condição da cidade ribeirinha. Desta maneira o porto configura-se hoje como um elemento pertinente à dinâmica da cidade, seja como um equipamento de infra-estrutura urbana, seja como área possível para (re)produção positiva do solo urbano. O porto histórico continua a participar da consolidação da cidade como porta de entrada da Amazônia, não mais como um canal de escoamento dos produtos comerciais, mas como uma forma de destacar a cidade na teia global através dos conceitos contemporâneos de intervenção urbana.
-