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LIMA, Evelyn Furquim Werneck. Cidade e cultura: práticas e representações de espaços urbanos espetaculares. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 11., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ANPUR, 2005.
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Resumo

Este ensaio busca defender o espaço urbano como lugar de reunião e trocas, respeitando a experiência coletiva da vida cotidiana e constituindo espaços de representação, tal como sugere H. Levebvre. Entretanto, o planejamento urbano tenta ordenar o interlúdio entre espaço urbano, arquitetura e cidadão, criando verdadeiras representações do espaço. A percepção dos indivíduos sobre o espaço demonstra tanto no urbano quanto no arquitetural, que o espectador observa os mecanismos da realidade espacial metafórica, estabelecendo uma cena como autêntica e verdadeira, ou como fantasiosa e espetacular. A essência do problema é discutir numa perspectiva comparativa três intervenções urbanísticas na cidade do Rio de Janeiro em três temporal idades e três espaços diferenciados: (i) a abertura da Av Central (1903-05) e a construção do Teatro Municipal; (ii) a cirurgia que abriu a Av. Presidente Vargas, rasgando e destruindo o espaço tradicional do samba ( Praça Onze) ocupado pelas classes sociais mais baixas (1940-44), tendo como marco simbólico o edifício do Ministério da Guerra e constituindo um verdadeiro teatro para os desfiles militares; (iii) a implantação de uma Cidade da Música numa rotatória no cruzamento de dois dos principais eixos projetados por Lúcio-Costa para a Baixada de Jacarepaguá (2004-06), completando o processo de importação de modelos fantasiosos e espetaculares que resultam na perda dos valores culturais da forma urbana e que ignoram completamente a falta de equipamentos mínimos de transporte de massa, saúde e educação. Pretende-se discutir como as práticas urbanísticas têm sido freqüentemente organizadas como representações do espaço e como os planejadores devem evitar a espetacularização das cidades, a importação de modelos inadequados e o abandono ao verdadeiro e autêntico problema socioeconômico e cultural dos habitantes.
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