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CAMPOS, André et al. Atlas da exclusão social no Brasil, volume 2: dinâmica e manifestação territorial. São Paulo. CORTEZ, 2004. 167p.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 5 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 7
Índice h: 2  
Co-autores: 11

Resumo

Nesta publicação, diferentemente da fotografia que se pretendeu captar no anterior Atlas da Exclusão Social no Brasil, procura-se olhar o processo de exclusão na forma de um filme. Sabe-se já que o Brasil do ano de 2000 apresentou-se como um grande acampamento composto de algumas ilhas de inclusão, rodeadas por um bravo mar de exclusão social. As ilhas são em menor quantidade e o mar é mais extenso nas regiões geográficas acima do trópico de Capricórnio, quando comparadas com as regiões abaixo do mesmo trópico. Mas em relação ao período anterior ao de 2000, o Brasil estaria caminhando para ser menos excluído, ou, pelo contrário, a exclusão social estaria ganhando novos contornos, tornando-se mais complexa e profunda? Ao ter essa questão permeando o desenvolvimento de todo o estudo, descobre-se uma situação absolutamente complexa e uma enorme dificuldade de chegar a afirmativas conclusivas. Por um lado, identifica-se que alguns indicadores melhoraram, como as taxas de analfabetismo e de escolaridade desde 1960; enquanto outros índices pioraram a partir de 1980, especialmente o emprego formal e a violência. De modo geral, há piora na situação da exclusão social no Brasil nas duas últimas décadas do século XX. A partir de um conjunto metodológico, sistemática e originalmente desenvolvido, é possível, inicialmente, identificar as distintas manifestações do fenômeno da exclusão social. Posteriormente, procura-se resgatar a base etiológica da exclusão na sociedade humana. Adicionalmente, é analisado um amplo conjunto de informações oficiais referentes aos anos de 1960, 1980 e 2000, retratando distintos indicadores de exclusão social nas diversas unidades federativas brasileiras. Dessa forma, pretende-se recompor a evolução no tempo de parte dos componentes da velha e da nova exclusão social no Brasil, permitindo, assim, a exposição de conclusões a respeito de sua dinâmica territorial durante as últimas quatro décadas do século XX. Por fim, o presente Atlas aborda também o processo de exclusão social no interior das grandes cidades brasileiras. Ao reconhecer que os municípios não representam unidades homogêneas, mas sim aglomerados populacionais que vivem e trabalham em condições muito heterogêneas, pareceu ser necessário analisar a manifestação do processo de exclusão social a partir do espaço territorial municipal.
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