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LIMA, Jacob Carlos. Caderno CRH. TRABALHO E NOVAS SOCIABILIDADES. Salvador, 2004. 337p. Jacob Carlos Lima (org.).
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Resumo

Nas últimas décadas os estudos do trabalho têm-se focado na discussão das mudanças resultantes da chamada "crise da sociedade salarial", percebida ora como crise da relação social do assalariamento - da redução dos empregos estáveis e protegidos, ora como crise da sociedade centrada no trabalho - percebido como elemento definidor da sociabilidade humana. De forma geral, poderíamos dizer que o debate colocou no mesmo plano os conceitos de "emprego" e "trabalho", levando a uma certa confusão entre as atividades produtivas e as relações sociais que as normatizam. A sociabilidade não estaria mais centrada no trabalho, perdendo significado e seu caráter identitário na configutação da estrutura social. As transformações tecnológicas e de gestão passaram a exigir cada vez menos trabalho "vivo", eliminando postos de trabalho, qualificações e categorias profissionais, reduzindo radicalmente o contingente de trabalhadores necessários para a produção e serviços em quase todas as atividades econômicas. 0 crescimento e surgimento de novos postos e qualificações têm ficado bem abaixo do número de ocupações eliminadas, colocando em questão como resolver a questão do desemprego. Discutiu-se, nas últimas décadas, uma possível sociedade do lazer, do pós-trabalho, a redução da jornada de trabalho, a ocupação voluntária em atividades sociais como uma saída do Estado da regulação social, e outras questões que paulatinamente têm sido repensadas com a generalização do desemprego estrutural, antes restrito a economias periféricas e que agora ressurge nos países capitalistas centrais a partir da reestruturação econômica. O trabalho e as formas de assalariamento, voltam a ser pensados dentro de suas características originais de precariedade presentes no processo de proletarização, descritas por Marx ainda no século XIX, atualizadas na nova conformação societária resultante das transformações recentes do capitalismo, da revolução informacional, do aprofundamento da internacionalização econômica, das novas formas de produzir, da revolução informacional e da "sociedade em rede". As novas tecnologias reduzem o tamanho das unidades produtivas e a necessidade de sua concentração, com implicações na constituição dos atores coletivos, na conformação da classe trabalhadora e de sua condição de agente da mudança social.
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