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PRÉTECEILLE, Edmond. A construção social da segregação urbana: convergências e divergências. Espaço e Debates, São Paulo, v. 24, n. 45, p. 11-2, jun./jul. 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 4 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 14
Índice h: 2  
Co-autores: 21

Resumo

A análise dos estudos sobre segregação das cidades revela a aparente comunhão das teses, das referências, do vocabulário, dos métodos mobilizados, e a convergência de olhares dos pesquisadores, o que remete aparentemente à convergência dos processos sociais. Esta convergência de olhares não constitui apanágio unicamente dos pesquisadores, pois pode ser encontrada também no campo das políticas públicas. Se a mundialização dos meios científicos é um dos processos de globalização mais antigos, ela foi acelerada pelo desenvolvimento dos meios de transporte e das telecomunicações. Neste campo ela foi progressivamente mais polarizada pelos países dominantes que são também aqueles que dispõem do maior número de meios para fazer circular e para valorizar as idéias de seus pesquisadores, e para atrair pesquisadores e estudantes estrangeiros para suas universidades. O artigo explora, por um lado, as questões metodológicas de pesquisa comparada entre realidades muito diferentes, discutindo o papel das categorias sociais, dos recortes espaciais e dos dados estatísticos. Por outro lado, indica alguns resultados de pesquisas que questionam os modelos baseados em forte convergência. Finalmente, são analisadas as especificidades das políticas públicas nas cidades francesas e americanas, além de outras cidades européias, e suas interações com o trabalho dos pesquisadores.

Abstract

The analysis of studies related to urban segregation reveals an apparent consensus of thesis, references, vocabulary, methods. This convergence of approaches apparently refers to the convergence of social processes and doesn't constitute an appanage limited to researchers, and can also be found in the field of public policies. The world-wide extension of the scientific sphere is one of the oldest globalization processes, and has been aecelerated with transportation and telecommunication technology advances. In this field a progressive polarization of the dominant countries occurred, and those countries have also the best conditions to spread and to valorize their researchers ideas, and to attract foreign investigators and students to their universities. The article explores, ou one side, methodological questions of compared research to comprehend quite different realities, pointing out the role of social categories, of spatial limits and of statistic data. On the other side, some research results that contest the models based on strong eonvergence are presented. Finally, the differences of public policies in french and american cities, as well in other european cities and their interactions with research work are analysed.
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