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BITTENCOURT, D. M. M. de et al. O patrimônio histórico no contexto da rede urbana do Rio Grande do Sul : o caso da região do vale do rio pardo. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O presente texto busca discutir a importância da rede urbana na consolidação do patrimônio arquitetônico-urbanístico do estado do Rio Grande do Sul, em particular da Região do Vale do Rio Pardo. A formação da rede de cidades no Rio Grande do Sul está relacionada ao caráter complementar que a economia sul-riograndense adquiriu com relação á zona de mineração no sudeste brasileiro. Através do Caminho das Tropas, o Sul, de uma forma geral, abasteceu estas zonas, tendo em suas primeiras vilas, freguesias e cidades os principais entrepostos. O caráter militar sulriograndense também contribuiu para a formação das cidades, muitas foram originárias de acampamentos militares, como o caso da cidade de Rio Pardo. Na origem de sua formação, o estado do Rio Grande do Sul, há 300 anos constituiu-se em uma fronteira móvel, expandindo-se e retraindo-se muitas vezes, em função de lutas pela posse do Prata, tratados políticos e estratégicos e também da política portuguesa de povoamento e ocupação do território. Estes fatores em conjunto contribuíram para a formação da primeira rede de vilas e cidades. Cabe ressaltar a importância e o papel que teve o processo de imigração para a formação da rede de cidades no Vale do Rio Pardo. Destaca-se o grande desenvolvimento da zona de imigração alemã, como a Colônia Santa Cruz, que formou o capital comercial necessário para impulsionar o processo de industrialização do fumo. A riqueza formada na região de imigração, em grande parte foi investida na urbanização e no melhoramento das cidades. Destaca-se ainda que a região Vale do Rio Pardo foi construído com a participação de outro imigrantes, como portugueses e italianos. Os africanos, na condição inicial de escravos, também participaram ativamente na construção das cidades da região. A partir destas questões, evidencia-se o marco teórico da pesquisa, que se baseia em evidências de estudos já realizados em outras realidades brasileiras, como por exemplo Nestor Goulart Reis Filho, para quem as configurações espaciais e regionais estão relacionadas às condições sociais, que se cristalizam nas estruturas físico-espaciais, estes aspectos são observados tanto no plano urbanístico como na arquitetura propriamente dita.
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