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BASTOS, Rodrigo Almeida. O decoro e o urbanismo conveniente luso-brasileiro na formação da cidade de Mariana, Minas Gerais, meados do século XVIII. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

Fontes documentais primárias relativas à implantação de "novas povoações" em Minas Gerais no século XVIII apresentam contundentes indicações de que os agentes luso-brasileiros por elas responsáveis estavam conscientemente fundamentados, para tanto, em princípios ético-retóricos de decoro, conveniência e adequação; princípios desenvolvidos nos tratados de arquitetura e engenharia militar traduzidos ou escritos em Portugal desde o século XVI. Alicerçados pela análise daquelas fontes documentais e pelo estudo desses princípios, apresentamos pesquisa de mestrado intitulada: A Arte do Urbanismo Conveniente: o decoro na implantação de novas povoações em Minas Gerais na primeira metade do século XVIII, defendida na Escola de Arquitetura da UFMG em junho de 2003 e apresentada no VI Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arfe (Rio de Janeiro, outubro de 2003). Embora tenhamos comprovado a consideração desses princípios em várias povoações como Vila Rica (Ouro Preto), São João de Rei etc. - contribuindo para desmitificar a noção de que as vilas mineiras teriam se desenvolvido em sua maioria "espontaneamente" -, um dos processos de formação mais expressivos foi o que passou a Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo; logo após sua ereção em 1711 (primeira de Minas Gerais) e principalmente durante o período dentro do qual foi elevada à condição de "Cidade Mariana", em 1745, tendo sido objeto da execução de "plantas" determinadas pelo próprio rei D. João V. Propomos acrescentar dados e novas reflexões relevantes à compreensão da formação de Mariana, exemplo eloqüente do que denominamos Urbanismo Conveniente. Orientadas por uma regularidade primordial de conveniência e adequação - porque fundamentada no princípio regular do decoro -, novas estruturas urbanas foram adequadas ao sítio "mais cômodo" e construções preexistentes, indicando outra noção setecentista de regularidade mais abrangente do que a "regularidade geométrica" de arruamentos, predominante nos estudos da cidade colonial lusobrasileira. Motivações principais dessas adequações urbanas: proporcionar "comodidade" aos moradores da cidade, afligidos por fortes inundações desde 1737; proporcionar à "nova cidade" condições de sediar "dignamente" o bispado da capitania, parte fundamental especialmente representativa do "corpo místico" do reino lusitano na colônia.
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