Mais informações

Alberto, Klaus Chaves. Os projetos para a universidade do Brasil na década de 30 debates e contribuições para a formação do pensamento urbanístico no Brasil. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

Desde os anos 20 até 1937, com o Estado Novo, a idéia de se criar uma Universidade no Brasil movimentou um número cada vez maior de intelectuais ligados à educação e ao poder público tornando o período particularmente fértil nas reflexões sobre o sentido da formação universitária e da educação geral no país. Esta movimentação se refletiu na organização e discussão de pelo menos 4 projetos de arquitetura para a futura Universidade do Brasil, sob tutela do Governo Federal: o projeto de Lúcio Costa (1936), o projeto de Marcelo Piacentini (1936-1938), o projeto de Le Corbusier (1936) e, por fim, o segundo projeto de Lúcio Costa (1936). Este artigo buscará cruzar essas individualidades com o campo político, social e da cultura. Estes projetos para a Cidade Universitária do Brasil serão analisados entendendo as várias propostas, apresentadas à época, como sintomas de diferentes interpretações sobre a arquitetura e o urbanismo debatidos naqueles anos. Por fim, será aprofundada a análise formal das soluções propostas relacionando-a de um modo mais firme com a própria intencionalidade (ou não) de cada autor e sua visão sensível em relação ao gesto de construir. Nesta linha de pensamento serão privilegiados para esta análise alguns aspectos projetuais de grande escala como: a seleção do terreno de implantação e sua ocupação, a setorização, a implantação e o programa arquitetõnico. Estes temas tornam-se relevantes para o artigo em questão na medida em que possibilitam aprofundar o conhecimento sobre o pensamento urbanístico funcionalista no Brasil justamente no período em que se institucionaliza a disciplina Urbanismo, durante a década de 30. Este estudo, portanto, acompanha e dá continuidade às conquistas da Nova História, buscando cruzar essas individualidades com o campo social e da cultura. Desta forma, deseja-se uma análise encarnada do projeto com o seu "lugar", entendendo este não apenas como paisagem física, mas compreendendo-o de modo mais complexo - como "paisagem" social e cultural.
-