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SEGAWA, Hugo. Alamedas e passeios na América colonial. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Com arquivo PDF disponíveis: 2)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

A criação do primeiro espaço público ajardinado na cidade do México em 1692 e o surgimento de vários recintos dessa natureza na América colonial entre os séculos XVI e XVIII constituem precedentes que levantam questões significativas na História das Cidades rio Ocidente. As alamedas no mundo hispânico e os passeios no lado português são contrapartidas contemporâneas e até anteriores aos principais jardins públicos estabelecidos ria Europa principalmente a partir do século XVII. Além da pioneira Alameda do México (que antecipa os principais jardins europeus), a Alameda dos Descalzos em Lima (de 1609, provavelmente o segundo passeio latino-americano), o Paseo Bucareli, o Paseo de Ia Viga, a Alameda de Querétaro (todos no México), o Paseo de Ia Canada ou Alameda de Santiago do Chile, as alamedas de Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Truxillo e Ayacucho (Peru), o Paseo Extramuros (Cuba), o Passeio Público do Rio de Janeiro, Goiás e Belém, criados rio período colonial, são manifestações que não condizem com as diretrizes conhecidas de implantação das cidades e vilas desenvolvidas no período tanto por Espanha como Portugal. Os espaços abertos na política de domínio territorial eram assinalados pelos edifícios-símbolos da ocupação e a toponímia dos lugares revelam essa condição: plaza mayor, largo do pelourinho, plaza de San Francisco, largo da Sé, etc. Os jardins públicos raramente ostentaram esta condição de moldura ao poder, e se caracterizaram por um posicionamento periférico nas estruturas urbanas. Diferentemente dos jardins europeus, patrocinados pela nobreza e pela iniciativa privada, cenário de encontro das culturas aristocrática e burguesa, as alamedas e passeios latino-americanos foram criações de vice-reis e governadores ilustrados numa sociedade dividida entre colonizadores e nativos, os dirigentes os homens livres e os escravos. Promover um reconhecimento desses espaços públicos coloniais e estabelecer uma interpretação desses sítios é o objetivo desta comunicação.
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