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PORTO, Maria Emília Monteiro. Conquista do Rio Grande do Norte : jesuítas e política cultural nas fronteiras coloniais. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 4
Índice h: 2  
Co-autores: 22

Resumo

Em 1599 os jesuítas são convocados pelas monarquias ibéricas para a conquista da Capitania do Rio Grande e em 1759 são colocados na ilegalidade pela política ilustrada do Marquês de Pombal. Ao longo desse período a correspondência interna e externa mantida pela Companhia de Jesus, instituição que representa uma síntese de construção da ordem na Idade moderna, nos informa sobre a administração de uma fronteira cultural e política. Aí podemos observar as jornadas dos conquistadores que queriam alcançar o Maranhão e a Amazônia, colocando-se assim como redes que se formavam da relação entre política e aventura, Isso nos envia aos movimentos de conquista e contra-conquista do território expressos nas tentativas de adequação da lógica violenta e multicultural das fronteiras coloniais à lógica ocidental. Do mesmo modo, as representações literárias e narrativas presentes na correspondência missionária tornam visível umas cartografias interiores: o jesuíta e o espaço que percorre. Com isso nos acercamos ao tona das imagens, práticas sociais e representações materiais e simbólicas desenvolvidas nos espaços de fronteira. Nesse sentido poderíamos configurar a experiência missionária como sistemas "urbanizantes". No Rio Grande em três momentos a condição clássica de fronteira foi mantida: na expedição fracassada de João de Barros em 1534 até a conquista efetiva de 1597; em 1633 com a ocupação da região pelos holandeses até 1654 quando da Restauração; e por volta de 1680 até 1720, com a importante rebelião das nações tapuias do Nordeste. Nossa abordagem parte da observação das fronteiras fechadas - missionais e indígenas, segundo a experiência jesuítica. Procuramos demonstrar o percurso da história local diante das vicissitudes das fronteiras coloniais através dos movimentos tentativos da sociedade local (índios, moradores, missionários) em superar tal condição, integrando-se em uma lógica urbana e produtiva.
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