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SILLOS, Jacques. Túneis cariocas e sua inserção na paisagem. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Este artigo visa ampliar a reflexão sobre nossa pesquisa de Doutoramento em curso, focada no estudo das relações entre a abertura de túneis urbanos e a morfologia da cidade do Rio de Janeiro. Interessa-nos identificar as motivações que promoveram a realização de tais intervenções e suas principais decorrências para a paisagem. Pesquisas que articulam dimensão cultural e morfologia urbana, a partir de uma perspectiva histórica, têm contribuído significativamente para o entendimento dos mecanismos de (re)configuração dos espaços da cidade e: para os processos, através dos quais determinados elementos da paisagem surgem, se transformam, se preservara ou desapareçam. Em nossa trajetória temos observado a recorrência de um debate acadêmico sobre conflitos provenientes de intervenções urbanas ditas rodoviaristas e políticas de preservação, tanto no que se refere aos bens materiais coletivos, quanto à cultura imaterial de grupos sociais. Muitas vezes o patrimônio paisagístico, a qualidade da vida urbana, o tecido social, e a memória da cidade são profundamente comprometidos pela valorização exacerbada da circulação e do transporte viário. Apesar da inegável operacionalidade para o tráfego de automóveis, produtos e pessoas, a abertura de túneis urbanos pode afetar significativamente a morfologia dos espaços, trazendo conseqüências para as relações que estabelecemos com a paisagem, o que deveria ser, em todas as escalas de análise, o objeto privilegiado das intervenções na cidade. Referencial Teórico-Metodológico Nos apoiamos em um marco teórico interdisciplinar que tem a paisagem como uma construção ideológica, cultural e socialmente determinada, assim como na análise da cidade da perspectiva de sua estrutura formal, resultado da articulação entre numerosos elementos urbanos. Os estudos culturais ocupam-se, prioritariamente, de métodos qualitativos, uma vez que lidam, em grande medida, com conteúdos imateriais e simbólicos. Da mesma maneira, nossa estratégia metodológica se refere à leitura da paisagem, à prática interpretativa, ao método iconográfico, e à análise do discurso, perpassada, sempre, pelo pressuposto da paisagem cultural corno unia constituição de caráter processual. Considerando a perspectiva histórica inerente à nossa proposta, buscamos ainda contribuir para a construção/preservação da memória da cidade do Rio de Janeiro, através da organização e registro da história dos túneis urbanos.
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