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ANDRADE, Rubens de Rubens de. A re-significação de modelos urbanos europeus nos espaços livres públicos na paisagem central de Belém : 1890-1920. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
Co-autores: 10

Resumo

A definição do desenho que a atual paisagem de Belém, capital do .Pará apresenta, é uma clara manifestação das obras de melhoramentos urbanos implementados entre o final do século XIX e as duas primeiras décadas do século XX, sob a égide do intendente António José de Lemos. Nesse período, a região amazônica vivenciava um acentuado destaque no cenário nacional, fruto do intenso comércio da borracha para o exterior e, ainda, pela maneira corro às cidades de Belém e Manaus se re-estruturaram urbanisticamente, revelando assim em seus respectivos espaços públicos, a ideologia da modernidade novecentista. Essa ideologia, reproduziu-se de modos variados sob a imagem dessas cidades, refletindo-se tanto nos hábitos e costumes da sociedade, como também, na própria materialidade da paisagem que foi re-desenhada. Logo, erre um curto espaço de tempo, a construção de uma arquitetura francamente inspirada pelos estilos neoclássico e eclético e a adoção de modelos paisagísticos importados, foram colocados em prática nas obras realizadas nessas capitais, sejam elas edifícios públicos ou privados, ou ainda nos traçados de praças, parques, ruas e avenidas. Em geral, essas intervenções mostravam um significativo predomínio da ideologia das reformas urbanas ocorridas nas cidades capitais européias, mas também, apresentavam características próprias, inerentes a paisagem amazônica, que por sua vez, interagiam aos modelos exógenos manifestados em nossa paisagem. Partindo dessa prerrogativa e dos embates existentes entre uma paisagem "pré-existente" e o modelo importado, esse trabalho visa apresentar alguns particularismos do desenho da paisagem urbana de Belém no referido período, através de uma discussão que abrange dois aspectos distintos: o primeiro, relaciona-se a política de embelezamento e salubridade pública a partir da criação/implementação e inserção de espaços livres públicos na área central da cidade e, o segundo, refere-se aos discursos formalizadores da ideologia da forma/reforma urbana que expôs e fixou nessa paisagem um modelo ideológico externo que trazia na verve de suas propostas ordenadoras do espaço urbano, o paradigma modernidade.
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