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MINTZ, Vania Minitz. As origens da degradação da Pampulha, em Belo Horizonte. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

A represa da Pampulha, ao redor da qual está implantado o Complexo Arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, encontra-se hoje com sérios problemas causados pela poluição das suas águas e pelo avançado processo de assoreamento. Criada em 1938 como reservatório de água para o abastecimento da região Norte da cidade, foi urbanizada com o objetivo de ser transformada em local de lazer e moradia para elite belo-horizontina em 1945, na administração do prefeito Juscelino Kubitschek. Sua criação coincide com a inauguração da Cidade Industrial, momento em que a Capital se impunha como uma centralidade para o estado de Minas Gerais. A contextualização histórica do problema ambiental da Pampulha retoma as contradições entre o plano elaborado pela Comissão Construtora da Nova Capital no final do século XIX e as suas reais possibilidades de efetivação. A implantação da infra-estrutura básica na cidade não acompanhava o rápido aumento populacional. No que tange ao abastecimento d'água, desde a inauguração a cidade apresentou o problema da falta d'água -- para a preservação do reservatório da Pampulha, no entanto, nunca houve nenhuma medida de proteção para seus mananciais. A retenção de áreas vazias por especuladores imobiliários (tanto na área central da cidade como na região da Pampulha) provoca uma dispersão da população - enquanto a elite ocupa a região sul da cidade, as regiões além-Pampulha são ocupadas, predominantemente, pela população de baixa renda. A represa poluída deixa de funcionar como reservatório para abastecimento de água e hoje, devido ao alto nível de poluição, essa vem sofrendo intervenções do poder público no sentido de minoração dos problemas, entretanto, as questões estruturais estão longe de ser resolvidas. O estudo do contexto de criação da área urbana da Pampulha, do seu processo de ocupação e de inserção na área metropolitana de Selo Horizonte, leva a abordagem de processos comuns ás cidades/metrópoles brasileiras, como:1)Descolamento entre as idealizações do planejamento urbano e a realidade; 2) Desconsideração das necessidades da população de baixa renda; 3) Desprezo pelo saneamento ambiental; dentre outros.
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