Mais informações

MARTINS, Maria de Fátima Almeida. Moradores de rua em Belo Horizonte : a vida nas ruas e a construção das possibilidades de formação das redes sociais na cidade. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRJ, 2004.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: Nenhum trabalho cadastrado(Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

As questões aqui referidas, sobre a temática, fazem parte de minhas reflexões sobre a cidade e o urbano e, constituíram-se no elemento central de pesquisa sobre a cidade de Belo Horizonte. A compreensão dessa condição de morador de rua, em Belo Horizonte, ao meu ver, só pode ser alcançada se a análise considerar a reprodução da sociedade brasileira, imprescindível para explicar as motivos desse convívio, dessa acomodação. Do ponto de vista político, não se pode esquecer que esta sociedade reproduz essas formas de existência parque historicamente reforçou e aprofundou as desigualdades que fundamentavam a relação de mando-obediência, própria de uma sociedade com herança colonial, escravista, que, portanto, manteve ria sua base relações eminentemente autoritárias. A perspectiva de entendimento sobre esses sujeitos caminha no sentido de analisar que as ações desses sujeitos estão consubstanciadas pelas táticas próprias da sobrevivência, mas estão também muita nitidamente acompanhadas de muitas perdas; porque para esses sujeitos, os moradores de rua que vivem e habitam esse mundo subterrâneo, esse espaço marginal, espacialmente demarcado ria metrópole, por viadutos e marquises, estão contraditoriamente expostos à violência, própria do mundo da rua; ao mesmo tempo em que convivem com o descaso da ordem pública, que os enxerga apenas como coisa, e carro coisa fora do lugar. Vai ser, portanto, sob essas condições vividas nas fronteiras, que se constituem no processo de reprodução social, que esses sujeitos, as moradores de rua, homens das fronteiras; estabelecem suas ações, que dão sentido ás redes por eles articuladas. Entendidas aqui como um conjunto de ações, de táticas que se estabelecem no âmbito das relações entre estes sujeitos, cujo sentido é o de adquirir meios e formas que garantam as condições de existência desfies que vivem na rua.
-