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Jacques, Paola Berenstein; DRUMMOND, Washington Luis. Pequeno histórico das errâncias urbanas : a arte de andar pela cidade. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

Em paralelo à história do urbanismo podemos traçar um pequeno histórico das errâncías urbanas propostas por artistas, que muitas vezes criticavam direta ou indiretamente os métodos de intervenção dos urbanistas. O estudo histórico dessas errâncias pode levar ao desenvolvimento teórico reflexivo sobre outra forma de apreensão das cidades, o que pode ser chamado de experiência estética do espaço urbano. Através das obras ou escritos de alguns artistas podemos apreender de outra forma o espaço urbano, partindo do princípio de que certos artistas questionam esses espaços de forma crítica. Trabalharemos sobre as experiências artísticas no espaço urbano que promoveram a experiência estética através das errâncias urbanas. Esse pequeno histórico de artistas e teóricos começaria com Baudelaire, da idéia de Flâneur, passaria pelos dadaístas, com as excursões urbanas por lugares banais, as deambulações aleatórias organizadas por Aragon, Breton, Picabia e Tzara, entre outros, e continuaria corri os surrealistas liderados por Breton, que desenvolvem a idéia de Hasard Objectif , ou seja, da experiência física da errâncía no espaço real urbano que vão ser a base dos manifestos surrealistas e do próprio Paysan de Paris de Aragon. Walter Benjamin retomou o conceito de Flâneur de Baudelaire e Aragon, e começou a falar em "flânerie", ou seja, das flanâncias urbanas, a investigação do espaço urbano pelo Flâneur. Os situacionistas desenvolveram a noção de deriva urbana, da errância voluntária pelas ruas, principalmente nos textos e ações de Debord, Vaneiguem, Jorn e Constant. O grupo neo-dadaista Fluxus, por exemplo, também propôs experiências semelhantes, foi a época dos "happenings" no espaço público. No Brasil, tanto os modernistas quanto os tropicalistas também tiveram idéias semelhantes, como a experiência n° 3 de Flávio de Carvalho ou ainda o "Delírio Ambulatorium" de Hélio Oiticica. Dentro do contexto da Arte Contemporânea, vários artistas trabalham hoje no espaço público de forma crítica. A análise dessas obras pode revelar novas formas de apreensão do espaço urbano, uma vez que esses artistas vêem a cidade corno um campo de investigações e acabam por indicar outras formas de se apreender esses espaços, através de experiências estéticas.
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