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LISSONGER, André Luiz Ferreira. Por uma história das multiplicidades. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O trabalho é uma reflexão crítica da historiografia da cidade e do urbanismo enquanto constituição hegemônica de conjuntos heterogêneos de saberes. Parte do pressuposto de não evidenciar enunciados historiográficos ligados à análise do aparelho de Estado (território, terra, desterritorialização) e sua constituição em uma longa seqüência histórica, mas, em outro sentido, procura apontar variáveis conceituais que se aproximem a mutações do devir urbano no tempo proposto, relegado geralmente à margem da história das cidades. Procura ressaltar por um lado, que os dinamismos sociais, culturais, ambientais, etc sofrem historicamente contra-sensos implicitamente políticos que procuram se apropriar e forçar o fim da natureza de contraposição desses dinamismos em relação ao próprio aparelho de Estado. Nesse sentido, encara os discursos das vertentes políticas, assim como a judiciária, econômica e até mesmo a apropriação social, cultural e ambiental pelo aparelho do Estado, como geralmente pré-fabricadas, massacrantes, reacionárias, vindo tudo isso nas suas relações com o espaço urbano. Por outro lado, a eminência da multiplicidade de novas relações provocadas pelo advento das novas tecnologias telemáticas e das redes digitais, novos avanços da ciência, da física, da psiquiatria, e a emergência de novas apropriações de Espaços de Fluxos e Espaços de Lugares nas cidades, portanto novas percepções, apontam para a necessidade urgente da quebra de paradigmas nas análises, abordagens, enfoques da história das cidades e do urbanismo no que toca à multiplicidade dos devires envolvidos nas longas seqüências históricas. Enfim, esta comunicação procura apontar novos caminhos partindo da descodificação da historiografia urbana enquanto cultura oficial, enquanto possível enunciado hegemônico, tirânico, castrador e imperialista, propondo uma história das multiplicidades das redes implícitas, dos sistemas abertos, de fluxos e linhas de fuga dos acontecimentos e suas relações com o espaço urbano proporcionada seja, por exemplo, pelas a-histórias do ilícito, e dos loucos, e dos desacertos, dos mortos, dos prisioneiros, dos crimes, das desobediências, dos desinteresses, dos erros, das desavenças, dos sentimentos, das feiúras, das paixões, das simpatias, dos desabrigados, das afeições, das ausências de negociações com as políticas públicas em uma perspectiva contemporânea de contribuição teórica para a história da cidade e do urbanismo.
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