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RÊGO, Andréa Queiroz. Os sons da cidade do Rio de Janeiro de 1905 aos nossos dias. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Os sons são elementos estruturadores dos espaços urbanos, comumente negligenciados pelos urbanistas. A pesquisa, visando ao doutoramento em urbanismo, explica como os sons se tornam referência espaço-cultural quando vivenciados por um grupos social. Nenhum som é fortuito, mesmo os sons da natureza estão diretamente relacionados aos aspectos geomorfológicos e climato-botânicos. Todos os sons integram uma série de acontecimentos e categorias maiores do contexto urbano. Os sons do cotidiano possuem, uma certa generalidade e auxiliam a modelar uma paisagem - sons dos transportes, do comércio, das escolas, igrejas... Outros sons que possuem uma certa especificidade, são relevantes, pois auxilam a compor importantes quadros culturais - passeatas políticas, festejos populares, ... A pesquisa começa no início do século XX, quando os processos tecnológicos intensificaram as mudanças das paisagens sonoras e alteraram as relações entre o homem produtor e receptor sonoro, gerando, muitas vezes, uma ruptura ou construção de uma identidade sonora. Os sons, unidades de pesquisa, são extraídos da literatura (crônicas e contos) que registra, ao contrário da fonografia, as percepções dos mesmos. Os escritores foram identificados dentre os que descrevem o urbano sensorialmente, como fundo dos enredos, avaliados através de uma primeira obra "piloto". Paralelamente, outros indícios sonoros estão sendo levantados em pesquisa grupal de memória, com os cidadãos cariocas. Sistematicamente, cada som destacado é contextualizado, compondo um quadro de estudo, sem obrigatoriedade de continuidade cronológica verificando-se: sua verocidade em outros documentos comprobatórios; os atores que o produzem; seus ouvintes e respectivas impressões; a freqüência e as possíveis localidades de ocorrência na cidade do Rio de Janeiro. Obviamente, existirão falhas temporais em função da delimitação dos documentos; ficando evidente que nestas, a Cidade do Rio de Janeiro não está "silenciosa"; os sons pesquisados são apenas, um início inesgotável.
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