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Fabris, Jonas Pedro. Conforto térmico na indústria têxtil: um estudo de caso em Mondai, SC. Orientação Prof. Roberto Lamberts.166fDissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.
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Resumo

A mudança climática ocorrida nos últimos anos no globo terrestre tem causado preocupação aos pesquisadores e originado diversos estudos sobre o clima e sobre o comportamento do ser humano, principalmente em relação à predição de conforto térmico de usuários em ambientes internos. A partir de 1970, quando Fanger realizou seus estudos em câmaras climatizadas, na Dinamarca, muitos outros trabalhos na mesma linha foram realizados em diversos países. As pesquisas realizados por Humphreys e Nicol (1996) se mostraram contrárias aos estudos de Fanger, que concluíram a não necessidade de se uniformizar as temperaturas internas dos ambientes, mostrando a importância da aclimatação em relação à temperatura externa. Este trabalho tem como objetivo principal avaliar as condições de conforto térmico dos trabalhadores da indústria têxtil em um ambiente interno, a partir da medição das variáveis ambientais (temperaturas, velocidade e umidade do ar), humanas (vestimenta e atividade) e suas sensações e preferências térmicas. A metodologia adotada seguiu as normas internacionais da ISO relacionada com conforto térmico. Foram realizadas medições de variáveis ambientais e pessoais, contendo questões sobre as sensações e preferências térmicas, características físicas, atividade exercida e a vestimenta usada pelos trabalhadores. Com os dados obtidos, procurou-se determinar uma equação que melhor representasse as sensações térmicas dos trabalhadores em atividade. O modelo do PMV/PPD, adotado pela ISO 7730 (1994), representou uma relação significativa com as sensações térmicas obtidas, sendo encontrado um coeficiente de determinação (R²) da ordem de 0,59. Procurou-se, também, um modelo analítico através de regressão múltipla, onde se encontrou a equação para sensação térmica dependente das variáveis: temperatura do ar, temperatura de globo, velocidade do ar e vestimentas. O valor encontrado para o coeficiente de determinação (R²) foi da ordem de 0,66. Este valor foi mais adequado para o tipo de caso em estudo devido à condição de dependência ser prejudicada, pois a roupa utilizada pelos trabalhadores no período analisado não é padronizada. As pessoas buscam se vestir de maneira adequada para se adaptarem às condições externas. Com a realização deste trabalho, espera-se que os resultados encontrados possam contribuir com outros estudos para que profissionais possam projetar ambientes internos mais eficazes em relação ao conforto térmico para seus usuários. Palavras-Chave: Conforto térmico; Sensações térmicas; Índices de conforto térmico
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