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QUEIROZ, Marcos Antônio Menezes. O experimento com a Escola de Música da UFBA: um processo de projeto participativo utilizando a linguagem de padrões de Christopher Alexander. 1v. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia,Salvador,2003.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 5 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 44
Índice h: 2  
Co-autores: 86

Resumo

Entre os anos de 1975 e 1979, o arquiteto, matemático e teórico de arquitetura, Christopher Alexander, apresentou um processo participativo de projetação e de construção com base em alguns ousados e polêmicos princípios desenvolvidos em seus livros publicados nesse período. Com estes livros Alexander desenvolveu uma crítica aos arquitetos e urbanistas modernistas que impunham sua "criação" aos usuários de sua arquitetura, realizando em primeiro lugar suas vontades e anseios criativos bem como dando vazão a uma manifestação de seus conteúdos psicológicos inconscientes projetados e materializados em forma de construção, em vez de perseguir as necessidades e desejos, plenamente conscientes ou não, daqueles que iriam utilizar os ambientes depois de construídos - os usuários. Christopher Alexander, a fim de evitar os desencontros tão comuns entre a idéias "a priori" dos profissionais de arquitetura e urbanismo e as reais necessidades dos usuários de projetos, propõe um processo participativo que inclui estes usuários como ativos integrantes dos momentos decisórios e criativos do projeto. Foi, resumidamente, dentro deste contexto que Alexander trouxe, não apenas o fruto de algumas experiências vividas com o processo participativo, mas o resultado de uma busca incansável e única, de criar um caminho sistemático, eficiente e natural de projetação com a participação do usuário, não mais sob forma de uma reinvidicação ou de uma garantia dos direitos pessoais e coletivos, como era feito pelos demais teóricos, mas como uma das etapas de uma prática natural, sistêmica e orgânica de interagir com o ambiente, sem deixar de dar a devida importância a alguns dos componentes vitais neste processo, que são as necessidades e exigências dos usuários. Dentro desta perspectiva de poder contribuir com uma abordagem crítica, mas com a finalidade de abrir caminhos e interesses que fomentem a prática de processos tão pertinentes e relevantes como estes, é que será aplicada uma versão revista e adaptada do Processo Participativo de Christopher Alexander no Projeto Arquitetônico da Nova Sede da Escola de Música da UFBA. A Prefeitura do Campus da UFBA nos proporcionou o apoio necessário à oficialização do Experimento garantindo que os resultados obtidos do Projeto Participativo serão utilizados. Em outras palavras, o Prefeito do Campus, afirmou que o Projeto que resultar do Experimento, será executado, cabendo-nos a responsabilidade de torná-lo viável, coerente e adaptável às condições favoráveis à sua execução, ainda durante o processo de Projeto Participativo para que isto não precise ser realizado posteriormente, fora do processo. A partir desta postura bastante motivadora da Prefeitura do Campus, ficou bem mais fácil mobilizar a comunidade da Escola de Música atual conclamando para que participem deste importante recurso de projeto, respeitando os valores humanos e o direito de cada um opinar sobre um ambiente em que atuará no futuro, ensinando, estudando ou trabalhando em qualquer das atividades existentes na futura Escola de Música da UFBA.
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