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ZUKIN, Sharon. Aprendendo com Disney World. Espaço e Debates, São Paulo, v. 23, n. 43-44, p. 11-2, jan./dez. 2003.
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Resumo

O artigo tem como foco a economia simbólica da Companhia Disney, principalmente após a sua reestruturação na década de 1980. Do parque temático à imensa rede industrial de serviços baseados na mídia, no capital imobiliário, no entretenimento e na disposição artística, as transformações do empreendimento são examinadas também na conformação de uma cultura pública do consumo de alta qualidade em espaços de consumo de alto gabarito. Alter ego da sociedade americana e principal sítio turístico do final do século XX, o Disney World é visto como laboratório urbano dos EUA: amplia o repertório de estratégias de organização espacial por meio de realidade virtual, de simulação e mascaramento das assimetrias de poder, projetando na fantasia coletiva uma paisagem urbana vernacular de assepsia, segurança e civilidade. Misto de cultura visual, controle espacial e administração privada, ele alimenta o desenvolvimento de cidades, condados e regiões e encaminha o poder local para modelos público-privados de expansão de negócios.

Abstract

This article focuses on the symbolic economy of Disney Corporation. Particularly after its reestructuring by mid-1980s. From a theme park to an expansive industrial network of services based on midia, real estate, entertainment and artistic display, corporate changes are also viewed as conforming a public culture of high-quality consumership in high-status consumption spaces. Alter ego of the american society and most importante tourist sites of the late 20th Century, Disney World is seen as USA's urban laboratory: it enriches a set of strategies of space organization by virtual reality, simulation and hidding of power assymetries; projecting on the collective fantasy a vernacular urban landscape of hygiene, security and civility. A mix of visual culture, spatial control and private management, it feeds the urban development of towns, counties and regions and drives local government to public-private models of business improvement districts.
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