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WOELZ, Augustin Thomas. Aquecedor solar de baixo custo (ASBC): uma alternativa custo-efetiva. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 768-777.
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Resumo

Desde janeiro de 1999, reside no CIETEC, Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da USP/IPEN, equipe responsável pelo desenvolvimento do ASBC. No decorrer da ECO 92, a equipe assumiu a elaboração de uma família de aquecedores solares, tão econômica que pudesse ser usufruída por qualquer família brasileira. Estimou-se que o valor do ASBC, dependendo do tipo, deverá ser de cerca de 10% do valor de um aquecedor solar tradicional, com uso intenso da bricolagem. Para tanto, no desenvolvimento dos ASBC em especial cinco aspectos foram considerados: Detalhes singulares dos sistemas hidráulicos residenciais brasileiros, características da meteorologia brasileira, eliminação de processos de industrialização dos ASBCs, substituindo-os pela bricolagem, escolha de materiais disponíveis próximos ao usuário e aceitação de limitações qualitativas do produto, caso estas levem a significativas reduções de custos. Resultados previstos na finalização do projeto: Redução de cerca de 80% da energia consumida nos chuveiros elétricos das 27 milhões de famílias proprietárias deste componente, (+/-7% da energia consumida no país na fase pré "apagão"), geração de substancial economia popular, profissionalização de jovens na tecnologia ASBC, limitação de emissões de CO2 originadas nas novas usinas termoelétricas brasileiras, novo patamar de consciência e cidadania do brasileiro menos favorecido e melhoria da imagem do país no exterior. A disseminação do ASBC realiza-se pelo site www.sunpower.com.br, que oferece gratuitamente o "Manual de Manufatura do ASBC", em língua portuguesa. As atividades da equipe de desenvolvimento estão sendo gradativamente absorvidas por entidade social, a "Sociedade do Sol", recém criada, que passará a assumir e ordenar as atividades voluntárias e convênios que visam a disseminação da nova tecnologia junto a alunos de escolas primárias e secundárias, associados de sindicatos, partícipes de mutirões, responsáveis das entidades ligadas à habitação social, líderes de entidades assistenciais, seguidores de igrejas e outros “portais sociais” que permitam um acesso mais fácil à população menos privilegiada.

Abstract

The team responsible for the development of the ASBC has been housed in the CIETEC (Incubation Center for Technology Companies) since January 1999. As a result of ECO 92 the team began development of a family of solar heaters that are so economical that they can be used by any Brazilian family. It was estimated that the cost of the ASBC, depending on the model, will need to range between 2% and 10% of the cost of a traditional solar heater, with a high level of do-it-yourself construction. Five areas were taken into particular consideration in the development of the ASBC. Unique features of Brazilian residential water systems, Brazil’s peculiar weather characteristics, the replacing of industrial processes with do-it-yourself activities, availability of materials near the user, the possibility of accepting quality limitations if they lead to significant cost reductions. Projected results after full implementation of the ASBC project: A reduction by about 80% of the energy consumed by the 27 million families that own residential electric showers, generation of substantial nationwide savings, training of a large contingent of youth for careers involving the ASBC technology, limitation of CO2 emissions from the new Brazilian thermo electrical plants. new level of awareness and citizenship among less privileged Brazilians and improvement of Brazil’s image abroad. The fifth version of the “Manufacturing Manual of the ASBC” is already in the public domain, through ASBC’s website: www.sunpower.com.br and is already widely consulted throughout the whole country. Simultaneously the “Society of the Sun”, responsible for the development of ASBC’s project, has initiated voluntary activities and agreements that aim to disseminate the new technology to primary and secondary school students, union members, participants in joint efforts, to those responsible for low income housing organizations, to the leaders of assistance organizations, church members and other ”portals” that allow access to the less privileged Brazilian population.
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