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Ferrari, Vladimir José. Reforço à flexão em vigas de concreto armado com manta de fibra de carbono: mecanismos de incremento de ancoragem. Orientação de Ivo José Padaratz.Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002.
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Resumo

O desprendimento do reforço com fibras de carbono do bordo tracionado de vigas de concreto armado, é um problema complexo e indesejável, pois ocorre sem aviso antecipando a ruína da viga reforçada e impossibilitando o total aproveitamento das propriedades resistentes à tração do reforço. Esse problema tem sido observado em diversas pesquisas realizadas sobre o assunto. Neste trabalho estuda-se o comportamento de vigas de concreto armado reforçadas externamente à flexão mediante a técnica de colagem de manta de fibra de carbono com adesivo epoxídico no banzo tracionado das vigas, e avalia-se a incorporação de sistemas construtivos colocados na extremidade das vigas reforçadas (denominados de mecanismos de incremento de ancoragem ou de fixação do reforço), com objetivo de evitar o desprendimento prematuro da manta de fibra de carbono com conseqüente aumento da capacidade resistente à flexão da viga. O programa experimental consistiu em submeter nove vigas de concreto armado, com geometrias e armaduras longitudinal e transversal idênticas, a um ensaio de flexão a quatro pontos através da aplicação nos terços do vão de duas cargas concentradas de igual intensidade. Essas vigas foram divididas em cinco grupos, conforme o mecanismo de incremento de ancoragem adotado. A viga do grupo 1, VRE, foi levada a ruína sem nenhum tipo de reforço. As vigas do grupo 2, VR1 e VR2, foram somente reforçadas, permitindo detectar a ocorrência do desprendimento prematuro do reforço. As vigas dos demais grupos, além de serem reforçadas, foram também providas de mecanismos de incremento de ancoragem. O procedimento adotado além de evitar o desprendimento prematuro do reforço, também proporcionou incremento na resistência à flexão de mais de 95%, em relação à viga sem reforço, e incrementos em torno de 20%, em relação às vigas do grupo.
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