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TSUTIYA, Milton Tomoyuki. Uso agrícola dos efluentes das lagoas de estabilização do Estado de São Paulo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL, 21., 2001, João Pessoa. Anais... João Pessoa: ABES, 2001.
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Resumo

A disposição de esgotos no solo é prática bastante antiga. Até fins do século passado e início deste, essa foi a forma mais praticada e bem sucedida de tratamento e disposição de esgotos resultantes da atividade humana. Embora as primeiras experiências tivessem como objetivo inicial o tratamento de esgotos, a irrigação como meio de reciclagem de água e produção agrícola, constitui também, uma prática centenária. O reuso implica em redução de custos, principalmente se for considerado em associações com novos projetos de sistemas de tratamento, uma vez que os padrões de qualidade de efluentes, necessários para os diversos tipos de uso, são menos restritivos do que os necessários para proteção ambiental. O uso agrícola dos efluentes de esgotos sanitários, também proporciona uma economia significativa de fertilizantes, além de aliviar a demanda e preservar a oferta de água. Além de conter matéria orgânica, macro e micronutrientes, os efluentes das lagoas de estabilização contêm cerca de 30 g/m3 de nitrogênio total, 14 g/m3 de fósforo e 30 g/m3 de potássio. Em se tratando de esgotos domésticos, os metais pesados não constituem problemas para a aplicação agrícola, e os micronutrientes provavelmente estarão em concentração abaixo dos teores tóxicos e acima da demanda nutricional da maioria das culturas. A tecnologia mais adequada para o tratamento de esgotos para o uso agrícola, são as lagoas de estabilização. A SABESP opera cerca de 195 lagoas de estabilização no Interior do Estado de São Paulo, cuja vazão representa aproximadamente 3% do total de água de irrigação previsto para o Estado de São Paulo, e poderá irrigar cerca de 15.000 hectares. A principal limitação do uso agrícola dos efluentes de lagoas de estabilização, refere-se a qualidade microbiológica das águas residuárias, pois os esgotos sanitários podem veicular os mais variados microrganismos patogênicos, como vírus, bactérias, protozoários e helmintos. Para o reuso agrícola é imprescindível que se obedeça as diretrizes microbiológicas, como o da Organização Mundial de Saúde. O conhecimento acumulado sobre a utilização agrícola de efluentes de ETEs é ainda pequeno, o que torna premente a necessidade de pesquisas e ações na direção do reuso controlado, incluindo sua regulamentação. Recomenda-se que os governos estaduais e federais iniciem processos de gestão para estabelecer bases políticas, legais e institucionais para o reuso de efluentes de ETEs, pois o reuso agrícola apresenta-se como uma solução sanitariamente segura, economicamente viável e ambientalmente sustentável.

Abstract

With the advent of the concept of Lean Construction, Concurrent Engineering has been the object of studies regarding its applicability in Civil Construction, with the purpose of promoting change in project development processes in order to eliminate value losses which stem mainly from flaws in considering the users' needs and interaction in the work's project. Such problems in the development of projects are also noted in public institutions which, due to the quest for quality in the various sectors which offer products and services, have been undergoing public pressure to improve the quality of services rendered. In this context, this study presents the principles of CE, some aspects of the Competitive Bidding Law which governs the conduct in contracting projects in public institutions, and the proposal of a model for managing the development of public building projects, based on the theoretical foundation of CE and a case study carried out at the Public Works Department of the City of Vitória, State of Espírito Santo, Brazil.
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